Mororó

Nomes Populares: Mororó, Unha-de-Vaca, Capa-Bode

Nome Científico: Bauhinia ungulata

Família: Fabaceae

Características gerais

Considerado um arbusto ou arvoreta de 3 a 7 metros de altura. Possui copa larga, densa e baixa. As folhas são bem características sendo bilobadas (unidas na base e separadas no ápice) lembrando o formato de um casco ou pata de bovídeo. São alternas, com textura coriácea e margem inteira. Florescem de forma vistosa, com pétalas por vezes alvas ou levemente rosadas) e longos estames. Seus frutos são do tipo vagem achatado, seco e se abre ao secar, contendo várias sementes em seu interior.

Áreas de Ocorrência

Ocorre em alguns estados do Norte (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins), Nordeste (Ceará, Maranhão, Piauí), Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso) e Sudeste (Minas Gerais, São Paulo) do Brasil, abrangendo os Biomas Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica e pode ser encontrada em áreas de transição e matas ciliares da Caatinga.

Importância econômica

Devido ao alto teor de proteínas, suas folhas servem como alimento nutritivo (forragem) para caprinos, ovinos e bovinos na Caatinga. A casca do tronco é muito resistente e fibrosa, sendo tradicionalmente arrancada e trançada para confecção de cordas. Sua madeira dura é aproveitada localmente para estacas de cercas e como fonte energética (lenha de boa qualidade).

Importância ecológica

A grande quantidade de néctar que suas flores produzem à noite, servem de fonte vital de alimento para morcegos e no final da tarde ou início da manhã atraem beija-flores e insetos. Atua na recuperação de solos, atuando como fixador de nitrogênio, e no controle da erosão, devido ao seu sistema radicular profundo e bem distribuído. A camada de folhas que cai na estação seca, serve de uma rica camada de matéria orgânica. Por se estabelecer facilmente sob forte radiação solar e suportar longos períodos de estiagem, a espécie é utilizada em recuperação de áreas degradadas.

Conhecimento popular

O chá das folhas verdes ou secas é amplamente consumido na medicina caseira para reduzir os níveis de açúcar no sangue (“insulina vegetal”) e o colesterol. A infusão de suas folhas auxilia no combate a infecções leves no trato urinário e problemas renais. O xarope feito da entrecasca serve como expectorante caseiro para aliviar tosses, asma e catarros. A decocção da casca ou das folhas é aplicada externamente para lavar feridas ou na forma de gargarejo para inflamações na boca.

 

Atenção: O uso medicinal de plantas deve ser feito com cautela. A automedicação pode trazer riscos à saúde, sendo sempre recomendável buscar orientação médica.