Ingazeira

Nomes Populares: Ingazeira, Ingá mirim, Ingá branco, Mata-fome

Nome Científico: Inga laurina

Família: Fabaceae

Características gerais

Árvore com altura de 4 a 8 metros em locais abertos. O tronco possui casca que pode apresentar pequenas asperezas ou verrugas. Sua copa é ampla, densa e arredondada. As folhas são compostas com consistência coriácea (semelhante a couro) e verde-brilhante. As flores brancas ou alvas, reunidas em espigas alongadas que lembram pequenos pompons ou pincéis. Fruto em vagem achatada ou quase cilíndrica, de coloração amarelada ou esbranquiçada, medindo geralmente de 5 a 20 cm de comprimento. A casca é macia e fácil de descascar. No seu interior, sementes envolvidas por uma polpa branca, gelatinosa e adocicada, comestível.

Áreas de Ocorrência

Presente em praticamente todo o território brasileiro (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul). Ocorre em diversos biomas brasileiros, como Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica, adaptando-se bem às matas ciliares e restingas.

Importância econômica

Tem valor econômico principalmente como planta frutífera e por seu papel em sistemas agroflorestais. Seus frutos têm importância em mercados regionais. O uso medicinal também dá à planta um valor cultural e econômico relevante.

Importância ecológica

Suas flores produzem néctar que atrai e nutre abelhas, borboletas e outros insetos polinizadores. Já as vagens com polpa adocicada servem de alimento para aves, morcegos e pequenos mamíferos, que auxiliam na dispersão de sementes. É uma espécie fundamental para a recomposição de matas ciliares, fixando as margens de rios e córregos e evitando processos de erosão, além de ser muito empregada no sombreamento de cultivos e em pastagens, além de ser bastante utilizada em projetos de reflorestamento.

Conhecimento popular

É utilizado no tratamento de problemas de saúde cotidianos. O chá feito com as folhas ou com as cascas do caule é amplamente utilizado em comunidades rurais para frear a diarreia e aliviar cólicas intestinais. Compressas mornas feitas com o cozimento das cascas e folhas são aplicadas topicamente sobre feridas purificadas e inflamações cutâneas para acelerar a cicatrização. Em algumas regiões, xaropes caseiros preparados a partir do fruto e das cascas são indicados popularmente para combater a tosse e a bronquite.

Atenção: O uso medicinal de plantas deve ser feito com cautela. A automedicação pode trazer riscos à saúde, sendo sempre recomendável buscar orientação médica.