Boca-de-leão

Técnicas ecológicas, mais eficientes e seguras

A degradação da Caatinga, único bioma exclusivamente brasileira, tem agravado nas últimas décadas pela presença e rápida dispersão de plantas exóticas invasoras, como a boca-de-leão (Cryptostegeia madagascariensis Bojer ex Decne). Essa invasora tem causado prejuízos econômicos e sociais, principalmente na cadeia produtiva da carnaúba, além dos prejuízos ambientais que são incalculáveis. Diante dessa problemática e a fim de encontrar uma solução viável, a Pontes Indústria de Cera em parceria com a Universidade Federal do Ceará, representada pelo Prof. Dr. Lamartine Oliveira, conduziram uma série de testes com técnicas alternativas e estimaram os custos para controlar a boca-de-leão. Após um ano e meio do início dos primeiros ensaios técnicos-científicos, foi possível verificar queassociação de métodos de controle mecânico, físico e químico podem ser utilizados com sucesso no controle da boca de leão. Levando em consideração a eficiência do método de controle e os custos de aplicação, recomenda-se o corte raso, extrato de tiririca, hidrogel e abafamento do toco, ou corte raso seguindo de abafamento. Estes, além da inovação e eficiência, são alternativas seguras ao uso do fogo. Pois a utilização do fogo, mesmo que seja pontual e seguindo os instrumentos legais regulamentados e a autorização à queimada controlada, pode-se perder o controle com risco de se causar um incêndio florestal, degradando a caatinga.

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United Nations' Sustainable Development Goals